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filmes & séries

Nobody 21 - John Wick Winchester

Bob odenkirk, vc sempre será famoso!

por innerzpace3 min de leitura

Nobody 21 - John Wick Winchester

Há tempos eu não assistia a um besteirol de ação com tanta disposição para ser exatamente isso: um besteirol de ação.

"Nobody" (Ilya Naishuller, 2021) começa quase se passando por um suspense. Ilya segura a informação, cria uma certa tensão e, por alguns minutos, parece que estamos diante de algo mais sofisticado do que homens resolvendo problemas familiares na base do soco, tiro e explosão. E funciona. É uma daquelas construções que conseguem fazer a sala ficar em silêncio — o que, pra mim, considerando o gênero, já é admirável.

Quando a ação finalmente começa, o filme mostra onde realmente brilha. As cenas são muito bem coreografadas e têm uma fisicalidade impressionante. Nada parece simplesmente jogado na tela para preencher tempo entre uma explosão e outra. E eu confesso: me surpreendi!!

Estreladompor ninguém menos que: Bob Odenkirk, que continua sendo um dos gigantes.

Nosso eterno Saul Goodman está absolutamente radiante. Hutch (seu personagem) parece ter sido escrito pensando nele — ou, no mínimo, alguém percebeu que Odenkirk consegue fazer um sujeito com cara de quem pediria desculpas por ocupar espaço na fila parecer uma máquina de matar em questão de segundos.

E às vezes é essa mesma contradição que torna o personagem tão divertido.

O filme também acerta no tom ao abraçar aquele humor de ação meio Deadpool, sem precisar transformar cada cena em uma tentativa desesperada de arrancar risada. E existe um delicioso ar de family business quando o pai e o irmão entram em cena com Hutch. Em algum momente eu virei para o Filipe e simplesmente disse: esses são os Winchester de Supernatural se alguém tivesse retirado toda a parte sobrenatural e deixado apenas os traumas familiares, as armas e a péssima capacidade de comunicação.

É exagerado? Sim.

É conveniente? O tempo todo.

Tem alguma preocupação em parecer plausível? Absolutamente nenhuma — e, sinceramente, ainda bem.

"Nobody" não pareceu querer reinventar o cinema de ação. Nem estar interessado em discutir a condição humana, subverter o gênero ou ganhar uma Palma de Ouro por sua profundidade psicológica. Ele pareceu muito mais querer entregar violência estilizada, uma família disfuncional, um protagonista carismático e uma quantidade razoável de gente apanhando.

E entrega.

O problema é quando uma continuação tenta reproduzir a fórmula sem entender exatamente por que a fórmula funcionava.

Porque, sim, eu assisti ao segundo filme também.

E aí já entramos no território de Sessão da Tarde.

Não vou nem transformar isso em um post próprio porque acho que não vale o investimento emocional. O primeiro me pegou justamente pela combinação inesperadamente boa de ação, humor e personalidade, e o segundo me deixou com aquela sensação desagradável de estar assistindo a uma franquia tentando lembrar por que um dia foi divertida.

Talvez eu devesse ter parado no primeiro.

Às vezes, até o besteirol sabe a hora de acabar.

Eu é que não sabia.

Esse foi o primeiro post do blog, espero que tenham gostado!
Na verdade, não me interessa.
Um beijo e um queijo. ;)